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Texto: A morte anda ao seu lado

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 Francamente eu nunca passei que viveria muito; talvez até os 27 ou 29 anos. Não é questão de querer morrer, afinal estou morta a tempo demais. Até pra mim. É questão de parar de carregar esse peso morto por mais anos do que posso suportar. Se te passo uma ideia de que sou fresca, mimada, egocêntrica, hipócrita e burra, minha sinceras desculpas por não realizar seu sonho idealizado sobre mim. Talvez as marcas te chamem atenção, afinal, estão espalhadas por toda parte. Eu não vou te contar o motivo e muito menos pedir para ter pena de mim; muito pelo contrário, aliás. Diga tudo o que vier pela cabeça, porque serão as suas últimas palavras para mim e não ouse se arrepender por causa do ditado: "Tudo que vai, volta".

Textos antigos + novo blog


  Esses dias eu estava fuçando o meu tumblr (depois de 9 meses lembrei a senha dele) e comecei a ler os textos que eu fazia quando tinha 14/15 anos e resolvi postar aqui porque estava sem ideia para o post. Além disso, eu comecei um blog com a Isabela sobre resenha de livros (clique aqui).

Quando foi que você parou de se importar? Estou padecendo a sua ausência e falta de carisma. Você mudou. Mas nega. Não percebes? Quero afagar-lhe e perguntar o que há. O que aconteceu com meu pequeno? Por que se distanciou? Você me aliciava com esse belo jeito de ser, mas a ignorância te dominou por completo. Hoje? Quero apenas distância disso tudo. Não de você. Mas daquilo que se tornastes.

Sob o raio do Sol, as flores começam a florescer e os pássaros começam a cantar. Embora o mundo ao meu redor seja claro, em meu coração há somente escuridão. Cheio de cicatrizes das dores, tristezas, medos e até solidão. O que antes me dava motives para sair da cama, hoje não me dá motives nem para abrir os olhos. Meus sonhos são meu único abrigo. Acredito que toda essa luz que o Sol trás para nós seja apenas um disfarce para este mundo cheio de medo e incertezas, assim como meu sorriso é um disfarce para esse pobre coração indefeso. 

Melancólicatalvez. Nunca fui muito de sorrir ou de demonstrar sentimentos, sempre achei melhor que fosse assim. As pessoas me enojam com esse falso sentimentalismo. Os seres humanos não são capazes de viver isolados, mas fazem de tudo para ficarem sozinhos… Esses estranhos isolados têm razão. Ser capaz de demonstrar sentimentos talvez seja uma das maiores burrices do ser humano, afinal, nunca seremos capazes de entendermos os outros.

Há momentos em que fico sozinha e gosto de relembrar coisas passadas, perdidas. Voltei naquele tempo em que pensei que felicidade existia e que nunca me abandonaria. Me apeguei à você, à sua rotina, ao seu cheiro. Induzi que éramos a mesma pessoa, mas conforme ficávamos juntos estava ficando claro que havia uma certa distância e que essa distância estava se estendendo cada vez mais. Angustiada, hoje, penso que o problema talvez seria eu. Logo percebi que não era você ou eu. Éramos nós. Não dava para concertar isso. Estava escrito nas estrelas, mas o dia estava sempre nublado. Juntos, mas ao mesmo tempo separados. Isso nos descreveria perfeitamente. Sempre ficávamos em casa esperando a chuva passar, mas hoje vejo o Sol todos os dias como se ele estivesse dizendo para não nos prendermos ao outros, que somos livres igual aos pássaros. Não penso como se fôssemos um erro e sim como se fôssemos algo a procura da felicidade, talvez. Não me pego sorrindo ou chorando. Apenas… Indiferente. Não com relação à você, mas com relação à mim mesma.

Meses se passaram e nada mudou. Nada do que sentia mudou. Ainda há aquele desejo de sentir sua mão gelada novamente, sussurros em meus ouvidos dizendo que você me ama, abraços carinhosos… Claro, nada além de sonhos. Você já conseguiu me trocar por outra. Diz que é ela quem você ama, mas eu sei que nada é mais do que um jogo pra você. Imagino quantos corações você conseguiu partir e quantas promessas você conseguiu quebrar. Meses passam, mas algumas pessoas nunca mudam.

Coração batendo mais rápido, mãos suando, pernas tremendo… É sempre assim quando eu te vejo. Você me abraça, me beija e sussurra aos meus ouvidos que me ama. Isso me deixa feliz, como se eu fosse única pra você. O pior é que eu me sinto enganada. Não só por você, mas por mim mesma. Eu te vejo fazer o mesmo com as suas amigas e dói, sabe… Ciúmes? Eu não sei, talvez seja apenas medo de te perder mesmo você nunca tendo me pertencido. Você fala que me ama como se fosse apenas um oi, o que me deixa triste. Dói te ver todos os dias abraçando suas amigas com um sorriso na cara. Aquele mesmo sorriso que você usa comigo. O que eu realmente signifiquei pra você todo esse tempo?

Qual a sensação de estar morto e, ao mesmo tempo, estar vivo? É tudo tão monótomo. Você faz tudo normalmente, mas sua alma está morta. É um corpo vazio vagando sem saber para onde ir…


Texto: Miragem


  Ei, Alice solte o seu LSD, você não está mais no País das Maravilhas. Não mude seu nome, não mude seu sexo, não mude quem você é só porque está atrás do computador e quer impressionar alguém. O mundo é uma loucura e todos querem te rotular; aguente firme, fique forte, solte o baseado e vá ao shopping. Pare de tentar ser como você queria ser tratada e trate de ver o mundo com os seus dois olhos, ao invés de acrescentar seus olhos de conto de fadas. Você quer andar de skate, mas não tem um. Sinto muito, mas não invente um. Abra os olhos Alice e se contente com o que você tem. Não mude, não traia, não minta. Ei, Alice pare de tentar ser o Chapeleiro Maluco.

Texto: A morte.


Já parou pra pensar que talvez Napoleão teria cansado de seu tamanho império e temidos inimigos? “Eis, bravos guerreiros o nosso fim trágico na bela neve. Não pensareis em uma morte tão fácil a parecer. Enganais a própria História e aqueles que buscam enfiar a cabeça onde não são chamados.” Estava cansado de tanta glória, queria paz.
O ser humano tem uma maneira estranha de expressar suas dores. Às vezes é tão intensa que o sorriso sai embaraçoso pra quem vê. Às vezes vejo uma pequena luz, vindo me levar para longe, para nunca mais voltar. Será que isso é um bom sinal, de que tudo irá acabar? Pedras chicoteiam por todo o meu corpo numa velocidade agressiva. Já não luto mais. Não sei onde foram parar todo aquele aprendizado depois de todas as decepções. Eu costumo acreditar nas falsas expectativas e acabo caindo. A queda tem ficado cada vez mais forte, e eu tenho ficado cada vez mais sem forças para levantar. Não insista em ficar levantando a cada queda, pois, no final, estamos todos destinados a uma única coisa: a morte.

Texto: Prazer, eu.


Não sinto nada. Como se o Super-Homem não se importasse em ter a kryptonita em seu peito, como se o Batman não se importasse em não ter seu amor correspondido pela Mulher-Maravilha, ou que ela finalmente decidisse se enforcar com seu laço. Não conseguiria sentir a dor deles. Não consigo. Não sei qual seria a dor de perder um amigo ou não ter o amor correspondido. Talvez isso seja bom, talvez não seja. Não ligo, na verdade. É como se eu fosse uma vampira e tivesse desligado meu lado humano, assim como Stefan ou estaria fingindo que não tenho sentimentos, como Damon. Não desejo entrar nas almas das pessoas e questionar sobre minhas ações. Isso mostra quem eu realmente queria ser. Isso mostra quem eu serei daqui pra frente. Sem emoções, sem sentimentos. Prazer, eu.

Texto: Contos de fadas? Nunca mais!


Fascinada por anjos e vampiros por suas belezas imortais, que fascinam até a última gota desta alma melancólica. Esta alma vive ao meu corpo e sonhando, mesmo com desgosto, deseja sair logo dessa angústia e voltar a sorrir de novo. O mesmo fulgor que sentia, desapareceu por completo até alguém conseguir destrancar esse coração. Mas claro, quem se importaria? Adoram julgar as pessoas, mas odeiam ser julgados. Cansei de pessoas hipócritas. Céus, vão para o Tártaro e deixem-me viver mais uma vez uma ilusão deste desgosto e pensar que finalmente alguém irá me salvar. “E o príncipe cavalgou seu cavalo branco e vestiu sua armadura de ouro para salvar a princesa e levá-la ao seu castelo, onde iriam viver felizes para sempre” vá a merda, por favor! Cavalos? Príncipes? Princesas? Argh! Chega de clichês fantasiosos. Pra começo de conversa, se um cara fosse pego no meio do trânsito da cidade, ele seria preso e a tal princesa seria considerada seu cúmplice. E outra! Se quiser viver um amor eterno, abra um livro ou vá ao cinema, se preferir se esborrache toda esperando sua cara metade aparecendo na porta da sua casa do nada, como pura mágica. Verá como vai se decepcionar e tornar a bela rosa, murcha coberta de gelo.